sexta-feira, 22 de abril de 2011

Arroz doce tradicional e a celebração da Páscoa



Estamos em plena época de Páscoa. Uma época de festejos religiosos que celebra a morte (sexta-feira santa) e a resurreição de Jesus Cristo. Nas festas pagãs, originalmente, celebrava-se a passagem  do Inverno para a Primavera.

Nestas épocas costumamos reunir à mesa a família e é hábito confeccionar determinados pratos tradicionais como o cabrito ou borrego, (assado, num ensopado) os folares de Páscoa, e o arroz - doce.

Embora na minha casa as tradições da Páscoa não sejam celebradas, ainda para amis porque este ano coincidem com o meu aniversário, não deixamos de ter um docinho tradicional à sobremesa, como é o caso deste tradicional arroz doce. Falarei no final acerca desta doce tradição chamada arroz doce! Esta receita é do livro 12 meses de cozinha.




Receita para 4 pessoas
Tempo confecção: 40 minutos
Grau de dificuldade: Médio

Ingredientes
125 g arroz
1 c. sopa de manteiga
150 g açúcar
7,5 dl leite
3 gemas
1 casca de limão
canela em pó  e em pau
 







Confecção

- Comece por levar ao lume um tacho com água abundante com uma pitada de sal.Quando a água ferver introduza o arroz. Após retomar fervura deixe o arroz cozer durante 2 minutos.

- Num outro tacho aqueça o leite até ferver com a casca de limão e o pau de canela.

- Escorra o arroz muito bem e mergulhe-o no leite a ferver. 
- Deixe cozer em lume brando, com o tacho destapado.
- Retire do lume após estar cozido e adicione o açúcar. Mexa rapidamente e junte finalmente as gemas batidas e a manteiga.

- Coloque novamente ao lume muito brando, durante uns minutos, sem o deixar ferver.

- Deite o arroz em tacinhas e enfeite com canela em pó.






Saiba mais sobre... o arroz doce.

Podemos apreciar um prato de arroz doce em qualquer canto do mundo. Cada com com a sua receita, em Portugal é uma das nossas imagens de marca e não há região que não o confeccione.

Desde o século VI a.C. que há registos de arroz cozido em leite com açúcar. A chegada da cana-de-açúcar da Índia ao Médio Oriente, onde já se cultivava o arroz, marca a origem desta especialidade que perdurou até aos nossos dias.


É possível imaginar que, muito antes, estes alimentos coexistiam na Índia e que, inclusivamente na Ásia, substituído o leite de origem animal pelo leite de coco, este doce era saboreado desde os tempos mais remotos.

Posteriormente, a fama do arroz doce espalhou-se rapidamente por toda a Europa e a cor dourada que o melaço lhe conferia passou ao branco característico, já no século XIII, quando se começou a utilizar açúcar refinado. O século XVIII marca o momento do baptismo desta sobremesa, que revela todo o seu encanto em todos os livros de receitas europeus.

Durante os últimos vinte e seis séculos, o arroz cozido em leite com açúcar conservou praticamente intacta a sua essência original.

A sobremesa de arroz doce em Portugal reflecte esse desejo de manter vivas as doces tradições ancestrais. Servi-lo no final do almoço de domingo, ou em qualquer acontecimento digno de celebração, significa venerar um costume antigo e honrar os dias festivos.

As inúmeras referências revelam esta aliança do arroz doce e determinadas datas do calendário. Sirva de exemplo o Natal que, nas aldeias e cidades portuguesas, é muito acarinhado nas suas tradições, convertendo a gastronomia no eixo central sobre o qual gira a celebração. Deste modo, e antes de se ir à popular Missa do Galo, não falta o prato de arroz doce e os doces conventuais que são com frequência servidos após um vistoso bacalhau cozido.

Outro momento em que o arroz doce aparece é em muitas bodas portuguesas. Trata-se não só da sobremesa principal da ocasião, como é típico a família dos noivos oferecer arroz doce aos seus convidados uns dias antes da cerimónia. Actualmente, subsiste o mito de que a quantidade de arroz doce com que se recebe os convidados é proporcional ao grau de parentesco.

Desde o aroma que lhe é oferecido pela canela, passando pelo toque subtil que a casca de limão lhe dá, e terminando na porosidade que o ovo lhe confere, o arroz doce português admite, na sua preparação, pequenas variantes que permitem personalizá-lo e torná-lo único em cada mesa.


Fonte: O arroz doce e os dias festivos


12 comentários:

  1. Mas que bom aspecto... nham nham boa páscoa.

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  2. Adoro arroz doce, e este ficou com um aspecto delicioso!

    Beijos e uma boa Páscoa!

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  3. Ficou umas lindas taças de arroz!!!
    Feliz Páscoa!!!

    Bjoka
    Rita

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  4. Ola,que belas taças de arroz doce! Esta é uma das minhas sobremesas predilectas, e do meu avo também, com 93 anos, não dispensa uma tacinha destas nas festas.
    Uma Pascoa doce para ti!
    Beijinhos

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  5. Que lindo est post e tudo o que nele partilhas connosco, sobre as tradições e sobre o arroz, gostei muito de ler e ficar a saber mais umas coisinhas hehehe, obrigado querida e resta-me dizer que as tacinhas estão superdeliciosas e tentadoras devia estar um espectáculo esse arroz doce,

    beijinhos e uma Santa Páscoa para ti e para os teus!!

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  6. É uma receita tradicional sempre fantástica.
    Que bom aspecto tem o teu!

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  7. Obrigada pelas informações, adorei!
    Eu adooooro arroz doce, faço sempre aqui em casa e o seu ficou demais...beijkas e um lindo domingo de Páscoa!

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  8. Ficou com muito bom aspecto.
    Eu tenho uma péssima relação com o arroz doce :-((
    Já experimentei várias receita e nunhuma me sai bem...
    Beijinhos e uma Santa Páscoa

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  9. Em casa da minha mãe nunca falta o arroz doce.....e eu sou a ave rara de serviço!!Não gosto nada de arroz doce! Mas até tenho pena de não gostar, pois vejo toda a gente a comer com satisfação...

    Boa Páscoa

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  10. esta muito bonito.
    e uma das minha sobremesas de eleiçao
    e tao bom e morninho nham

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  11. QUe aspecto delicioso! Não tenho boas experiencias com arroz doce! Fica-me sempre muito seco, talvez por coloca-lo no frigorifico. Uso arroz carolino, por se dizer que é o mais apropriado para o efeito. Que arroz usa para esta receita?
    Estou tentada a experimentar e ver se é desta que me sai um bem cremoso como eu gosto!
    Beijinho

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